PRINCIPAL
Webmail
HOME
INSTITUCIONAL
DIRETORIA
CATEGORIAS
CAMPANHAS
CONTATO
BUSCA RÁPIDA
 
TOTAL DE VISITAS
 
 
FIDELIZAÇÃO
 
   
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL 2010
FILIAÇÃO
INFORMATIVO MENSAL
GALERIA DE IMAGENS
CARTA DE GOIÁS
AGENDA LEGISLATIVA DA CONTRATUH
LINKS ÚTEIS
FALE COM O PRESIDENTE
 
Link´s
 
Alta da Selic freia expansão do crédito para as famílias, que cresce só 1%



Consumidor busca financiamento mais barato e juro médio cai para 40,4% anuais

As recentes altas nos juros básicos do país, aliadas ao freio na atividade econômica, estão inibindo a demanda por crédito das famílias brasileiras. Os empréstimos feitos pelos bancos aos consumidores estão crescendo menos, mas o movimento para as empresas é justamente o contrário.

De acordo com o Banco Central (BC), no mês passado o estoque de crédito para os consumidores finais cresceu 1%, sendo que em maio o avanço fora de 1,9%. Já para as empresas, os volumes cresceram 2,3% em maio e, no mês seguinte, 2,8%.

— Já temos sinais de alguma acomodação no crédito às famílias, como consequência da política monetária — afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Ele se referia ao movimento de alta da taxa básica de juros Selic — hoje em 10,75% ao ano — implementado pelo BC desde abril passado e que já somou dois pontos percentuais Taxa média ao consumidor é a menor desde 1994.

Apesar do aumento dos juros básicos, as taxas ao consumidor recuaram, em média, 1,1 ponto percentual em junho, para 40,4% ao ano, menor patamar da série histórica do BC, iniciada em 1994. Em julho, até dia 15, permaneciam no mesmo nível. Isso não ocorreu porque as instituições financeiras derrubaram os juros finais, e sim porque as famílias passaram a procurar modalidades de empréstimo mais baratas.

Quanto maior o volume de empréstimos num determinado segmento, sua taxa influencia mais na formação dos juros médios. Em junho, os consumidores saíram do cheque especial — cujas taxas médias são de 165,1% ao ano — para o consignado, com juros de 27,1%, melhorando a média final.

— Não dá para dizer que os bancos reduziram os juros (em junho) — afirmou Lopes. Em junho, o saldo de crédito na modalidade cheque especial recuou 0,2%, enquanto o consignado avançou 1,9%. Especialistas apostam que a tendência é que as pessoas passem a buscar menos crédito e que as taxas de juros finais não subam muito.

O vice-presidente da Anefac (associação que reúne os executivos de finanças), Miguel Oliveira, lembrou que as expectativas são de o BC interromper o ciclo de alta da Selic ou passar a elevá-la em um ritmo mais lento.

— Na hora em que as pessoas veem que o país vai crescer menos, passam a ter mais cuidado na hora de contratar empréstimos — afirmou.

Para as empresas, o movimento está sendo contrário, com crédito e juros em alta. Pelos dados do BC, a taxa média cobrada das pessoas jurídicas fechou junho a 27,3% ao ano, acima dos 26,9% vistos em maio. Em julho, até o dia 15, já estava em 27,7%. Isso ocorreu, ressaltou Lopes, porque a maior parte dos custos desses empréstimos está vinculada à Selic, e a aceleração das concessões também indica uma maior demanda por investimentos.

Em comum, o BC destacou que a inadimplência recuou tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas, cujas taxas ficaram em 6,6% e 3,6% em junho, respectivamente.

O BC informou que o total de crédito na economia chegou a R$ 1,529 trilhão, com alta mensal de 2% e de 19,7% em 12 meses. Esse volume representa 45,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

Fonte: O Globo



0 comentário(s) | Comente